Como planejar uma cidade!

Como fazer para que uma cidade consiga conviver com os carros, trânsito, alterações do clima, áreas degradadas e vários outros fatores e ainda por cima dar qualidade de vida para seus habitantes? Confira no vídeo a seguir:

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O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) elege seu 1º presidente.

O arquiteto Haroldo Pinheiro foi escolhido na sexta-feira (18) o primeiro presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). A Lei 12.378/2010 deve começar a funcionar a partir de 9 de dezembro, quando o nome de Pinheiro for publicado no diário oficial. Ele foi escolhido por votação realizada entre os conselheiros federais de 26 dos 27 estados eleitos em outubro passado. Em entrevista, Pinheiro comenta as primeiras medidas do Conselho de Arquitetura e Urbanismo

O arquiteto explica que o conselho não representa o profissional, mas é um órgão do Estado com a tarefa de defender e fiscalizar a boa prática da arquitetura. Diz que um dos primeiros passos será criar um código de ética para a profissão e lembra que o valor das anuidades e taxas deve cair.

Formado pela Universidade de Brasília, Pinheiro tem atuado com Lelé desde 1975, em projetos como a rede Sarah de Hospitais e foi autor do retrofit do Anexo 1 do Congresso Nacional, com Oscar Niemeyer. Tem escritório próprio desde 1980. O arquiteto militou desde 1998 pela criação do CAU. “Na medida em que conseguirmos valorizar a profissão, valorizaremos o arquiteto”, diz.  Confira entrevista:

Parabéns pela eleição. Você tem uma tarefa pesada pela frente.
É pesada, mas honrosa. Estamos tomando posse de uma autarquia que ainda vai ser criada – não tem sequer CNPJ ainda.  O que interessa é que a transição seja feita suavemente, para trazer o mínimo de transtorno possível para os arquitetos e nenhum para a sociedade.

Quais os primeiros passos do CAU?
Antes de tudo, cumprir a lei – implantar o CAU Brasil e os estaduais. Isso deve acontecer quando for publicada a posse do presidente no Diário Oficial, em 9 de dezembro. O recadastramento dos arquitetos deve ser necessário. Isso ficou claro quando cerca de 20 mil arquitetos não receberam as cartas com suas respectivas senhas para votar nas eleições do CAU, em outubro passado. Ainda vamos analisar quando o recadastramento deve acontecer.

As primeiras tarefas serão as que garantem a manutenção do cotidiano mais amplo dos arquitetos, como a obtenção de RRT (Registro de Responsabilidade Técnica), CAT (Certidão de Acervo Técnico) e registro de diploma, por exemplo.

Paralelamente, vamos iniciar as orientações para a fiscalização específica do exercício profissional – combater a prática ilegal da Arquitetura, a má prática e os desvios éticos. Primeiro, naturalmente, é importante conceituar o que é má prática e orientar os arquitetos. Ao mesmo tempo, vamos lançar consultas públicas para criar um código de Ética e Disciplina – que vai ser adaptado às nossas necessidades a partir do código da União Internacional dos Arquitetos.  Esse código deve ser construído em um ano, um ano e meio. Não há muito que inventar – queremos nos basear em bons conselhos de outros países, como o Colégio de Arquitetos da Espanha, ou o Real Instituto Britânico de Arquitetos, ou a Ordem dos Arquitetos de Portugal. Há apenas a necessidade de incorporar princípios universais e adequá-los à nossa prática cotidiana.

Em quê o CAU é diferente do IAB?
O CAU é uma autarquia pública, um órgão de Estado, criado para defender a arquitetura e urbanismo e regulamentar sua prática, assim como para preservar a Sociedade da má prática profissional. Defende a profissão, não o arquiteto. Mas, na medida em que conseguirmos valorizar a profissão, por conseqüência, valorizaremos o arquiteto.

A lei 12378/10, que criou o CAU, diz que o órgão tem a função de orientar, disciplinar e fiscalizar a prática da Arquitetura e Urbanismo, nesta ordem. Se um arquiteto apresentar má conduta, dependendo do caso, será chamado a se explicar e, se detectada sua responsabilidade, poderá receber repreensão, multa, suspensão ou até a cassação do diploma.  É claro que nossa meta é fiscalizar a prática da arquitetura e não o profissional. Não será nossa meta principal perseguir coisas como a falta de uma placa com o nome do arquiteto, por exemplo.

Essa atuação é completamente diferente da atuação do IAB, nossa entidade política e cultural. Ou da Asbea, Abea e Abap, cuja função é defender, respectivamente, interesses dos escritórios, do ensino de arquitetura e da prática do arquiteto paisagista. Essas entidades também fiscalizarão o CAU e participarão de um órgão interno que discutirá com o CAU as questões do ensino e do exercício profissional: o Colégio Brasileiro de Arquitetos. As entidades foram fundamentais para criação do CAU e são as grandes vitoriosas nesse processo.

Também é papel dos arquitetos fiscalizar o conselho. Teremos uma ouvidoria para receber críticas – ou elogios – da sociedade e dos arquitetos. Se algum fiscal cometer abusos ou desvio de função, o profissional deverá alertar o seu CAU estadual.

Quanto o CAU custa ao país?
Zero. Ele é custeado pelos próprios profissionais. Nesse primeiro ano, vamos nos sustentar com 90% de todas as contribuições que os arquitetos repassaram ao Sistema Creas/Confea. Vamos distribuir esses recursos aos estados, para instalação dos CAUs.

O conselho está começando. As taxas não devem ficar mais altas?
Não. A partir de 2012 a anuidade do Crea deverá ficar em torno de 500 reais, de acordo com nova legislação dos conselhos profissionais. Em 2010, ficou definido que a anuidade do CAU será por volta de 350 reais, em valores de 2010. As RRTs, que hoje variam entre 35 e 800 reais, no CAU vão ter um preço fixo de 60 reais. Nosso orçamento menor vai exigir uma organização mais leve, com boa parte dos serviços feitos diretamente pelo arquiteto, através de seu próprio computador, por exemplo.

O CAU já tem sede?
Estamos negociando com o Serviço de Patrimônio da União para obter imóveis. Quando instalados, tentaremos construir edifícios através de concursos ou usaremos edifícios de valor arquitetônico e histórico. Provavelmente, nos primeiros meses, faremos convênios com os Creas para usar os espaços deles por algum tempo, de modo a não prejudicar o cotidiano dos arquitetos – e também dos engenheiros que dependem do nosso trabalho.

Fonte: texto retirado na íntegra do site piniweb.com.br

Por que Curitiba deu certo?

“Você não pode deixar de visitar curitiba”. A recomendação foi feita pelo urbanista dinamarquês Jan Gehl, ao saber que o projeto Cidades para Pessoas ia percorrer centros urbanos pelo mundo buscando boas ideias de planejamento. “Curitiba é o melhor exemplo brasileiro”, disse Gehl. Não demorei a confirmar sua opinião.

Andar pelo centro de Curitiba é percorrer caminhos entre praças. Elas são numerosas e sempre possuem o que os urbanistas chamam de “locais de permanência” – aquilo que conhecemos como bancos. Mesmo que eu não tenha saído de casa em busca de praças, elas apareciam pelo caminho, assim como surgiu o Passeio Público – o parque mais antigo da cidade, com entrada livre – e a Rua das Flores – a primeira via de pedestres do Brasil. São espaços integrados à cidade, dentro de um circuito que eu percorria, intuitivamente, à pé.

Trânsito? Há, como na maioria das grandes cidade. Mas os eixos do transporte público da foram pensados justamente para desafogar o excesso de carros em longos deslocamentos. Os ônibus de curitiba transitam por linhas de vias expressas exclusivas e possuem estações tubulares de embarque. O sistema está sobrecarregado, é verdade, mas não precisa competir com os carros para transitar, uma vantagem e tanto.

Por que foi assim?
Há dois marcos importantes para entender a história do planejamento de Curitiba. O primeiro é a presença do arquiteto francês Alfred Agache, que percorreu várias capitais brasileiras, onde propôs planos e ideias para melhorá-las. Agache buscou nas raízes da arquitetura francesa conceitos que diziam que uma cidade deve ter um centro forte e crescer em círculos ao redor desse centro. Quando chegou à Curitiba, na década de 40, a cidade tinha 180 mil habitantes. Propôs a criação de centros especializados em comércio, indústrias, educação e convívio social. São dessa época o Centro Cívico, a rua Cândido de Abreu, o centro universitário Politécnico e o Mercado Municipal. “Ese plano garantiu que Curitiba tivesse um início de crescimento organizado”, explica o arquiteto de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Reginaldo Reinert.

O segundo marco se deu 20 anos mais tarde. Na década de 60, a cidade cresceu muito, o que concidiu com a facilidade de crédito para adquirir automóveis. E esse foi um momento divisor de aguas para Curitiba. Foi aí que a cidade optou por um crescimento a longo prazo e que priorizasse as pessoas, em detrimento dos carros. Quem conta essa história, no vídeo abaixo, é o ex-prefeito Jaime Lerner e o arquiteto Reginaldo Reinert.

Fonte: Cidade para pessoas

Desafio Global: Moradia ideal

Chegou até mim esta informação sobre um concurso internacional que o Changemakers da Ashoka em parceria com a FundaçãoRockefeller e o Departamento de Habitação e Urbanismo dos EUA está realizando que irá identificar, premiar e dar visibilidade para modelos de excelência em habitação urbana. A pedido da equipe da Changemakers informo abaixo mais detalhes sobre o concurso!

Como as comunidades, líderes, empresários, universidades, poder público e instituições podem colaborar para desenvolver habitações urbanas mais sustentáveis?

O programa Changemakers da Ashoka  e seus parceiros lançam um concurso online para encontrar as melhores soluções que promovem uma moradia digna para populações urbanas de baixa renda. O Desafio Global “Moradia ideal: colaboração para cidades mais inclusivas e sustentáveis” busca inspirar inovações destinadas a sanar a ausência de moradias adequadas e inclusivas. O concurso quer identificar modelos pioneiros e sustentáveis de construção, uso da terra, planejamento de comunidades, finaciamento criativo de moradias, reforma, eficiência energética para o design de moradias, envolvimento da comunidade, influência em políticas públicas, etc.

Se você tem uma ideia ou já desenvolve uma iniciativa vinculada à melhoria da habitação urbana, incentivamos você a inscrever seu trabalho nesta comunidade global.  Estão convidados a participar todas aquelas soluções de moradia que demonstram inovação, sustentabilidade, impacto social e que atuam com promoção de direitos, novas tecnologias, financiamento, transporte, crédito, normas de acessibilidade, saúde, qualidade ambiental e segurança dos cidadãos!

Até o dia 11 de fevereiro de 2011, inscreva o seu projeto inovador, integre essa comunidade colaborativa e dê visibilidade internacional para sua iniciativa. Utilize a versão em Word do formulário de inscrição para auxiliar no preenchimento on-line, baixe aqui.

No dia 23 de março serão apresentados até 15 finalistas que estarão sujeitos a votação do público. Os três mais votados receberão um prêmio de US$ 10mil cada. Além disso, as melhores inscrições serão apresentadas em um evento em julho de 2011 no National Building Museum em Washington D.C., EUA onde serão vistas por parceiros públicos e privados, incluindo potenciais financiadores.

Quanto antes você inscrever a sua iniciativa haverá mais tempo para a comunidade enviar sugestões e comentários para aperfeiçoar a apresentação do seu trabalho.

Acesse http://www.changemakers.com/pt-br/moradiassustentaveis para se inscrever e obter mais informações.

Fique atento às mídias sociais para receber atualizações, acompanhe pelo Twitter e no Facebook.

VÍDEO – O canto da cidade de Jaime Lerner

Olá a todos!

Hoje eu trago a vocês um vídeo muito interessante com uma palestra em inglês de Jaime Lerner. Mas não se preocupe, há legendas em diversas línguas inclusive português do Brasil.

Jaime Lerner, nasceu em 17 de dezembro de 1937 em Curitiba, é arquiteto e urbanista, graduado em pela Universidade Federal do Paraná em 1964.

Um dos criadores e estruturadores do Instituto de Pesquisa e planejamento urbano de Curitiba (IPPUC) em 1965, participou da preparação do Plano Diretor de Curitiba que resultou numa transformação física, econômica e cultural da cidade.

Foi prefeito de Curitiba por três mandatos e desde seu primeiro mandato, Lerner consolidou a transformação urbana e implantou o Sistema Integrado de Transporte Coletivo reconhecido mundialmente por sua eficiência, qualidade e baixo custo. Também foi, por duas vezes governadro do estado do Paraná.

Além da vida política, Lerner ganhou vários prêmios regionais e nacionais em projetos de arquitetura e planejamento urbano, venceu concursos internacionais de arquitetura e desenvolveu projetos para várias cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Aracaju, natal, Goiânia, Campo Grande e Niterói, entre outras. Também rtrabalhou em Caracas (Venezuela), San Juan (Puerto Rico), Xangai (China), Havana (Cuba), Seoul (South Korea); e foi consultor das nações Unidas para assuntos urbanos.

Fundador do Instituto Jaime Lerner, desde 2003 preside o Jaime Lerner Arquitetos Associados, seu escritório de arquitetura em Curitiba.

Neste vídeo ele comenta como os exemplos feitos em Curitiba podem se aplicados em qualquer cidade, de qualquer tamanho, com qualquer orçamento.

É muito interessante ver o que um arquiteto urbanista pode fazer quando governa uma cidade. Quem melhor pode imaginar como uma cidade vai se tornar, ou como pode melhorar do que um profissional que estuda, gosta, e vive arquitetura e a cidade em si?

O link a seguir da TED: Ideas worth spreading vale também a visita.

 

Fonte: TED, site oficial Jaime Lerner

Curitiba é eleita a cidade mais sustentável do mundo

Premiação do Globe Forum, da Suécia, escolheu a capital paranaense pelo projeto Biocidade, que tem como objetivo reduzir as perdas da flora e fauna no meio ambiente urbano.

Imagem de satélite da cidade de Curitiba

A capital paranaense ganhou, por unanimidade, o prêmio Globe Award Sustainable City, que elege a cada ano a cidade mais sustentável do mundo. A premiação é organizada pelo Globe Forum, da Suécia. Concorriam com o município brasileiro Sydney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).O Globe Award Sustainable City avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Particularmente, a abordagem holística com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade é bem delineada e gerenciada numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”, disse o júri em nota oficial.

O principal projeto apresentado por Curitiba à premiação foi o Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as ações do Município. O programa foi lançado em março de 2007 com o objetivo de reduzir as perdas da flora e fauna no meio ambiente urbano, compatibilizando o desenvolvimento da cidade com a conservação ambiental.

Entre as ações que já foram implementadas pelo Biocidade, estão a criação da Linha Verde, parque linear com cinco mil árvores e 350 mil m² de grama, a revitalização do Horto Florestal, a recuperação de áreas degradadas pela ocupação irregular das margens dos rios da cidade, como a Bacia do Rio Barigüi, a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal e o investimento em ônibus movidos a biocombustível.

“É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award. Além de Sturesson, participaram do júri Lawrence Bloom, membro do Programa Ambiental da ONU, Marilyn Hamilton, fundador da Integral City Meshworks Inc., C. S. Kiang, professor da Universidade de Pequim e o brasileiro Carlos Arruda, diretor de relações internacionais da Fundação Dom Cabral.

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, recebeu o Globe Award Sustainable City no dia 29 de abril, em cerimônia no Museu Nórdico de Estocolmo. Além da premiação, Curitiba teve um espaço para exibição de seus programas e um palestrante na sessão Inovação em Cidade Sustentável da Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que aconteceu em Estocolmo, entre os dias 28 e 29 de abril.

Curitiba também ganha dois anos como membro especial do Globe Forum, em 2010 e 2011, e destaque nas conferências que acontecerão em Dublin, em novembro de 2010, e em Gdansk, em 2011.

Fonte: Papo de Arquiteto