Maçaneta de emergência com luz LED

Quando acontece um terremoto, incêndio ou alguma emergência e o fornecimento de energia elétrica é cortado, fica muito difícil se locomover no escuro, principalmente se houver correria para sair do ambiente não é mesmo?

Pensando nisso, um grupo de designers aliou em um mesmo objeto, uma sinalização para rota de fuga e ainda uma lanterna de LED.

A LEDoorHandle combina uma maçaneta de uso universal (modo alavanca), com sinalizador da porta de saída e ainda uma lanterna para iluminar o caminho durante um blecaute.

Esse tipo de produto deverá ser muito encontrado em hóteis, casa e apartamentos em um futuro próximo. Muito interessante essa ideia não é mesmo? Tão boa que foi ganhadora do prêmio internacional “Spark Awards” de 2011.

Fonte: Yanko Design

Shigueru Ban projeta uma catedral de papelão na Nova Zelândia

Criação temporária do arquiteto japonês para a cidade de Christchurch, atingida por um terremoto em fevereiro, terá capacidade para acomodar 700 pessoas.

O arquiteto japonês Shigeru Ban revelou o projeto de uma catedral temporária para a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, atingida por um terremoto no dia 22 de fevereiro de 2011. Ban prevê a construção de uma cobertura triangular com 64 tubos de papelão, que serão produzidos na própria cidade.

A angulação dos tubos, de 830 mm de diâmetro, mudará progressivamente para que o telhado siga as linhas da cobertura da catedral danificada pelo terremoto. Contêineres serão utilizados para o fechamento do edifício, com exceção da fachada frontal, executada em vitrais pelos próprios cidadãos de Christchurch.

O espaço terá capacidade para abrigar 700 pessoas e, se seu custo for aprovado pela prefeitura local – a obra é estimada em 4 milhões de dólares neozelandeses, ou R$5,5milhões de reais -, o edifício será inaugurado no dia 22 de fevereiro de 2012, exatamente um ano depois do terremoto.

A nova igreja não será construída no mesmo local da antiga, que não foi totalmente destruída com o terremoto. “A catedral servirá como um auxílio no processo de cura dos cidadãos”, disse Ban. Apesar de temporária, existe a possibilidade de a estrutura ser mantida e se tornar um novo símbolo para a cidade. Caso contrário, o edifício poderá ser desmontado e reconstruído em outro local.

 

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Arquitetura em papel

 

Fonte: PINIweb

Japão reconstrói rodovia destruída por terremoto em apenas seis dias

A rodovia destruída pelo terremoto do dia 11 de março em Naka, na província de Ibaraki, no norte do Japão, foi reconstruída em apenas seis dias pela empresa responsável. Foi recuperado um trecho de 150 metros que faz ligação com a capital Tóquio.

Incrível não? Imaginem quanto tempo levaria no Brasil? Uns 6 meses!!! Sendo otimista é claro.

Acredito que daqui a um ano, tudo estará limpo com a reconstrução em andamento. Especialistas dizem que o terremoto foi até bom para o Japão, pois agora a economia vai se reaquecer para reerguer o que foi ao chão. Bem provável haverá muitos concursos para prédios públicos e engenheiros e arquitetos terão muito trabalho pela frente.

Toda crise tem seu lado bom, afinal nada melhor do que uma tragédia para dar início a construções novas e ainda melhores, não é mesmo?

Fonte: g1.com

Ponte de concreto suporta oito super terremotos simulados

Ponte à prova de terremotos

Engenheiros da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, testaram com sucesso o modelo de uma ponte de concreto que suportou a simulação de nada menos do que oito super terremotos em sequência.

A ponte experimental, com 35 metros de comprimento e pesando 200 toneladas, superou todas as expectativas dos seus projetistas ao suportar todos os oito terremotos simulados, cada um deles atingindo quase 7 pontos na escala Richter.

“Nós estimamos que a ponte iria cair quando atingisse uma deformação de 8 polegadas [20,3 cm], o que é muito, mas tivemos 10 polegadas [25,4 cm] de deflexão nas colunas de sustentação e a ponte ficou de pé e utilizável, mesmo com consideráveis tensões internas,” conta Saiid Saiidi, um dos projetistas da ponte antiterremoto.

Simulação de terremoto

O modelo de ponte foi sacudido com forças bidirecionais para simular um terremoto de forma realista.

O objetivo dos pesquisadores foi imitar o terremoto de 6,9 pontos que atingiu a ponte Northridge, na Califórnia, em 1994. Para isso eles usaram dados gravados do terremoto real.

Programas de computador coordenaram os movimentos de três grandes mesas agitadoras, acionadas hidraulicamente, sobre as quais a ponte foi construída.[Imagem: Mike Wolterbeek, University of Nevada]

“Agora nós sabemos que a ponte teria sobrevivido àquele terremoto em boas condições e podendo ser utilizada,” disse Saiidi.

Técnicas de construção

A equipe do Dr. Saiidi está experimentando e testando uma série de materiais e inovações para construir pontes que suportem terremotos de grandes magnitudes.

“O que é extraordinário com relação às técnicas de construção testadas nesta ponte é a utilização de fibras de vidro e de carbono nos suportes da ponte, colunas pré-moldadas, colunas segmentais e conexões especiais de aço tubular (pipe-pin) em um cenário de sísmica muito elevada,” disse Saiidi.

 

Fonte: Inovação Tecnológica

Entenda a relação do Japão com os terremotos

As regiões a leste do Japão guardam as marcas provocadas por um terremoto ocorrido em 1923. O tremor, de 7,9 graus de magnitude na escala Richter, era considerado o maior do país até a última sexta-feira. Mas as lembranças de um antigo atracadouro de barcos, tal como ficou depois da destruição na década de 1920, vão além da fenda nas estruturas de concreto, das edificações destruídas e dos postes inclinados. A partir da tragédia que matou mais de 140 mil pessoas, o Japão aprendeu a lidar com os constantes tremores de terra e modernizou as técnicas de engenharia de construções e o comportamento das gerações seguintes. Se não fosse por isso, o terremoto e o tsunami que atingiram a costa nordeste seriam ainda mais devastadores.

Após o abalo de 1º de setembro de 1923, que destruiu Yokohama e metade de Tóquio, a região — que vivia um processo de remodelação urbana com tendência à construção de edifícios no estilo ocidental em alvenaria — teve de ser reconstruída. E não só os prédios foram refeitos, mas a mentalidade do povo. O professor do departamento de História da Universidade de Hong Kong, Charles Schencking, explicou que, depois do tremor de 1923, o Japão não se curvou à calamidade. E profissionais de vários ramos, como urbanistas, advogados e engenheiros, encabeçaram um movimento para a transformação de Tóquio em cidade do futuro. “Os japoneses transformaram a tragédia em oportunidade”, comentou Schenking.

Assim, os japoneses entenderam que a modernização do país deveria ser feita de acordo com as condições ambientais do país, não apenas copiando o modelo ocidental. Era preciso, então, criar uma tecnologia de construção capaz de amenizar os estragos dos abalos sísmicos e vender o know-how para povos em situações semelhantes. A tecnologia é hoje vendida, por exemplo, para as cidades costeiras da Califórnia, nos Estados Unidos. “As estruturas reforçadas e a tendência de amortecer as ondas de choque de forma que elas não atinjam a estrutura dos edifícios e que as molas absorvam esse impacto são o aprimoramento da técnica de engenharia para locais com sismos, “tanto que quase todas as mortes no Japão foram pelo tsunami, não por causa do abalo”, disse o diretor do departamento de Engenharia da Universidade Católica de Brasília, Marcelo Gonçalves Resende.

Desde crianças os japoneses são treinados contra catástrofes

Desde crianças os japoneses são treinados contra catástrofes

As altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais são os motivos pelos quais muitos prédios continuam de pé no Japão. “Eles concebem o prédio como um elemento dinâmico, já que ele estará sempre sujeito a movimentos em qualquer direção”, explicou André Dantas, engenheiro civil especialista em logística de desastres e professor associado da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia).

Os estudos sobre construções resistentes a terremotos começaram fora do Japão na década de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zelândia sobre como desenvolver elementos de construção, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos sísmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na construção civil. “Os japoneses levaram  técnicas já desenvolvidas a um nível assustador”, diz Dantas.

Os avanços e a normatização das construções no Japão começaram em 1926, três anos depois do antigo maior terremoto, foi criado o primeiro código de edificações voltado para construções mais seguras. O último é o de 1981: prescreve o uso do concreto reforçado e de colunas de aço. Edifícios com mais de 60 metros de altura precisam de autorização do Ministério das Construções, que verifica as condições de segurança.

Geralmente, as construções mais afetadas em terremotos são as que seguem o estilo tradicional japonês, com os alicerces de pedra ou em concreto, paredes de madeira ou de barro e telhado também de barro ou com telhas pesadas. Esse tipo de teto é eficaz para enfrentar furacões, mas em terremotos fazem as casas desabarem.

O reconhecimento da necessidade de preservar os patrimônios humano e material do país fez do setor de pesquisas tecnológicas — tanto público como privado — sólido e prestigiado. A engenharia de construção e a previsão meteorológica são exemplos de áreas de pesquisa incentivadas e em constante desenvolvimento. Embora não seja possível prever a chegada de um tsunami ou de um terremoto, o Japão foi se equipando para sofrer o menos possível as consequências de calamidades ambientais às quais está susceptível. Hoje, com o uso das tecnologias, os japoneses são avisados minutos antes de uma tsunami chegar a costa por exemplo. Avisos são dados nas redes de tv, rádios e enviados através de mensagens de celular. Parece pouco, mas minutos podem estar entre a vida e a morte em uma catástrofe dessa magnitude.

Após o abalo de 1º de setembro de 1923, os japoneses intensificaram o aprendizado de como observar os sinais e precaver-se de maiores danos. Há por toda parte as instruções de como agir em caso de terremotos e de incêndios. Extintores são presença obrigatória nas casas e nos automóveis. Escolas orientam os estudantes sobre como proceder diante de qualquer tremor, e famílias mantêm em casa kits de sobrevivência com água mineral, alimentos, material de primeiros socorros, lanterna, rádio portátil e baterias extras.

Apesar disso, pôde ser visto em vários vídeos nos jornais ou na internet, que no momento de desespero os japoneses esquecem do que aprenderam e somente tentam “sobreviver”. Alguns dos atos errados apontados por pesquisadores ao ver os vídeos são por exemplo, sair correndo dos prédios, enquanto partes dos mesmos podem estar caindo ao chão ou até mesmo ir para de baixo de uma mesa, mas sair para tentar evitar que algo caia ao seu redor.

À prova de tudo

Ao construir um novo prédio, a preocupação começa na fundação, parte do edifício que fica em contato com o solo. Os prédios ganham alicerces com suspensão para absorver o impacto gerado pelo terremoto. Nos prédios como os do governo japonês, são instalados amortecedores eletrônicos, que podem ser controlados à distância. Em prédios mais simples são usados amortecedores de molas que funcionam de um jeito parecido à suspensão de veículos. Os engenheiros também colocam um material especial para amortecer as junções entre as colunas, a laje e as estruturas de aço que compõe cada andar. “Esse material ajuda a dissipar a energia quando a estrutura se movimenta em direções opostas, assim o prédio não esmaga os andares intermediários”, explica Dantas. Todos os andares possuem, além de paredes de concreto, uma estrutura de aço interna, que ajuda a suportar o peso do prédio.

Pêndulo

Uma das partes mais importantes dos prédios com tecnologias mais modernas contra terremotos é o sistema de contrapeso inercial: instalada na parte mais alta, uma bola pesada o bastante para movimentar o prédio no sentido contrário às vibrações do solo atenua o movimento e permite que o prédio se mantenha 40% mais estável durante um terremoto.

Os vidros das janelas, uma das partes mais sensíveis da construção, são envolvidos por borracha, para que não fiquem em contato direto com a esquadria de aço. Com isso, enquanto o prédio sacode, o vidro também se movimenta, porém de maneira controlada.

Este conjunto de tecnologias permite que os prédios mais modernos do mundo passem por terremotos sem comprometer a estrutura física da construção. Contudo, como cada prédio pode ser construído para suportar uma intensidade máxima de terremoto, alguns edifícios podem desabar após enfrentar uma série de abalos sísmicos em um curto espaço de tempo. “Uma estrutura já debilitada por um tremor inicial está suscetível a danos maiores”, diz Dantas.

Veja como os prédios são feitos para balançar, impedindo que caiam por causa do terremoto:

Controle à distância

Os engenheiros de países localizados em regiões com alta movimentação de placas tectônicas tentam preparar os prédios para suportar terremotos de diversas intensidades. Novos estudos mostram que em breve empresas poderão ajustar os sistemas de contenção das construções pelo computador no momento em que o terremoto começar. “Todas essas tecnologias serão controladas em conjunto a partir de informações de sensores”, diz Dantas.

Ao instalar sensores em todos os elementos que compõe uma edificação, como já comentado aqui no blog, um engenheiro receberá informações em tempo real sobre o início, intensidade e variações do terremoto. Depois de analisar as melhores técnicas, ele acionará via internet os dispositivos que controlam cada estrutura flexível do prédio. Será possível, por exemplo, aumentar a velocidade do pêndulo para compensar movimentos bruscos causados pelo terremoto. Entre outras tecnologias estudadas estão algumas um pouco mais “perto” dos moradores, como um papel de parede que ajudar a suportar os terremotos.

Entre as universidades que conduzem estudos científicos sobre o assunto estão a Universidade de Nagoya (Japão) e a Universidade de Washington (EUA). Os sistemas, contudo, ainda não estão prontos para instalação em prédios.

Fontes: g1.globo.com, em.com.br, Último segundo.ig

Papel de parede protege casas contra terremotos

Engenheiros alemães desenvolveram um papel de parede capaz de evitar que casas e edifícios desabem durante os terremotos.

Fibras elásticas

Batizado de “compósito sísmico inteligente”, o papel de parede foi projetado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia Karlsruhe para reforçar as paredes das construções em áreas sujeitas a terremotos, minimizando os impactos econômicos e humanos dos tremores.

O papel de parede é uma versão reforçada das malhas usadas para tapar trincas superficiais nas paredes – com a diferença de que, contendo fibras elásticas dispostas em quatro direções diferentes, ele é várias vezes mais resistente, podendo suportar o peso da parede inteira.

Papel de parede à prova de terremotos

Além do efeito preventivo, o novo tecido à prova de terremotos também pode ser usado para estabilizar prédios já afetados por tremores ou por reacomodação do solo permitindo sua recuperação e evitando a necessidade de demolição.

Outra aplicação prevista pelos engenheiros é a manutenção e recuperação de prédios históricos com risco de desabamento, reforçando a estrutura sem perda das características originais do edifício.

Simulador de terremotos

Para testar o seu “compósito sísmico inteligente”, os pesquisadores replicaram em laboratório uma casa inteira que foi severamente danificada durante o terremoto de 2009, ocorrido em L’Aquila, na Itália.

A casa foi construída em cima de uma mesa vibratória gigantesca – para simular terremotos de várias magnitudes – usando materiais de construção iguais aos da casa que ruiu.

Ao simular um terremoto da mesma magnitude, os pesquisadores podem aferir com precisão o desempenho do papel de parede à prova de terremotos comparando os danos causados no simulador e no prédio real.

O desempenho do material surpreendeu, permitindo que ele seja produzido comercialmente, o que deverá ser feito pela empresa italiana D’Appolonia S.p.A.

Fonte: Inovação Tecnológica