Intervenções urbanas

Melhor do que andar por uma cidade toda pichada e feia, é ver que existem verdadeiros artistas que podem transformar cada pedaço das nossas cidades.

Muito interessante, não é mesmo? Você faria o mesmo? Ou isso deveria ser retirado como se fosse algo que “sujasse” a cidade?

De a sua opinião!

Quando a criatividade nasce da necessidade

Já postei aqui no blog antes, um vídeo do Jaime Lerner quando discursou para o TED: ideas worth spreading.

Hoje trago outro vídeo, que achei deveras interessante. Nada melhor do que unir a arquitetura, arte e tecnologia, juntas!

O vídeo conta um pouco da história de Janet Echelman, que é realmente um exemplo de superação e criatividade. Após ser recusada de quatro renomadas faculdades de artes, descobriu sua vocação como artista no dia em que suas pinturas sumiram, dias antes de uma mostra, o que motivou-a a encontrar um novo material artístico nada ortodoxo.

Após este dia, ela passou a criar esculturas do tamanho de prédios, com uma surpreendente vertente geek:

 

Fonte: showmetech.com.com

 

Pura arquitetura, engenharia e arte!

Ao fazer um projeto, temos que mostrar para que ele veio, sem máscaras ou rodeios. Essa é uma linha seguida por muitos arquitetos e engenheiros. Revelar como foi feito, deixar materiais e estruturas à mostra, fazer com que o sentimento e a força gravitacional ajam a favor da estrutura física. Foi preciso um ano de esforços e dedicação técnica para desenvolver os projetos de engenharia e arquitetura que culminaram na Hemeroscopium House,  uma casa de vidro, concreto e água, simplicidade aparente, mas de complexa engenharia.

Sete elementos respondem a força gravitacional de forma construtiva, um empilhamento estrutural em forma helicóide gerando um apoio estável para a viga principal, que revestida com panos de vidro forma um dos lados da parede do piso superior.

O sétimo elemento é outro ponto de equilíbrio, chamado de “G” por seus criadores, um bloco de granito de 20 toneladas de contrapeso.

Os espaços da Hemeroscopium House são pura imaginação voltada para busca de luz, com suas janelas e panos de vidro convidando a participar do cenário das montanhas. No piso térreo, destinados a cozinha, quartos e área social, existe uma piscina mais convencional diferente do capricho da piscina em balanço do piso superior, que foi destinada a suíte máster.

A casa, toda pré fabricada, teve toda sua estrutura montada em somente 7 dias!

Assim é a Hemeroscopium House, brutalismo sem brutalidade, situada em Las Rosaz, no vale do Guadarrama, Espanha, desenvolvida pelo Arquiteto Antón García Abril e pela Ensamble Studio. Como Antón García Abril define, “ uma casa cem por cento emocional, onde o sentimento foi completo e se fundiu com a engenharia, resultando em um espaço a ser habitado”.

Assista como a casa foi construída:

 

E uma entrevista com o arquiteto:

 

Fonte: Design.in

É um museu ou um investimento?

Quando você é a pessoa mais rica do mundo…

O Museu Soumaya, na Cidade do México, foi inaugurado em março. O bilionário Carlos Slim patrocinou a obra, que custou US$ 70 milhões, e influiu nela. Estão expostas 6.200 peças de sua coleção, avaliada em US$ 650 milhões. O ponto alto é a coleção de esculturas de Rodin.

Quando, em 2010, Bill Gates e Warren Buffett, respectivamente o segundo e o terceiro homens mais ricos do mundo, convidaram o líder do ranking, o mexicano Carlos Slim Helú, de 71 anos, a seguir o exemplo dos dois e doar para a caridade metade de sua fortuna, Slim disse não. “Pobreza não se resolve com doações”, afirmou Slim, do alto de seus (estimados) US$ 74 bilhões. “Como homens de negócios, o que precisamos fazer é ajudar a solucionar os problemas sociais. É lutar contra a pobreza, mas não por meio de caridade.” Segundo Slim, o melhor que os bilionários podem fazer é continuar investindo nas empresas que os tornaram ricos, “em vez de andar por aí como Papai Noel”, doando dinheiro. Em vista das críticas à filantropia, não deixa de ser contraditório que o homem mais rico do mundo e dono da maior coleção particular de arte do planeta tenha desembolsado US$ 70 milhões para exibi-la – de graça – ao público num museu de linhas futuristas inaugurado em março na Cidade do México.

O Museu Soumaya leva o nome da mulher de Slim, morta em 1999. Soumaya também é o nome de uma de suas três filhas (além delas, Slim tem três filhos). O Museu Soumaya é difícil de classificar. Alguns críticos de arquitetura consideram o projeto elegante. Para eles, o prédio lembra uma ampulheta retorcida, como os relógios moles de Salvador Dalí. Outros detestaram. Sugerem que o edifício de seis andares e 47 metros de altura mais parece uma bigorna deformada, um eufemismo para a palavra “trambolho”.

A crítica, neste caso, pode ter um quê de inveja. Slim não criou nenhum concurso internacional para escolher o projeto do museu destinado a exibir um acervo de 6.200 obras – uma fração das 66 mil peças de sua coleção pessoal, avaliada em US$ 650 milhões. Embora as linhas do museu remetam aos projetos de arquitetos festejados como o canadense Frank Gehry e o holandês Rem Koolhaas, o escolhido em 2007 para projetá-lo era um completo desconhecido do mundo da arquitetura. Mas não de Slim. O arquiteto responsável é o mexicano Fernando Romero, hoje com 39 anos. E genro de Slim.

Durante a década de 1990, Romero trabalhou três anos no escritório de Koolhaas em Roterdã, o que ajuda a explicar a semelhança do Museu Soumaya com os projetos milionários do holandês. Quando lhe perguntam sobre sua escolha pelo sogro, Romero dá de ombros e responde: “Sem comentários”. O que Romero conta é que Slim se envolveu diretamente na criação do projeto. Diz que por sua insistência a fachada externa do edifício foi revestida com 16 mil hexágonos de alumínio, criando uma estrutura platinada que lembra imediatamente o museu Guggenheim Bilbao, na Espanha, e a Sala de Concertos Walt Disney, em Los Angeles (ambos projetos de Gehry).

Acima à direita, Slim vista a obra.

Os críticos do museu de Slim enxergam na fachada brilhante outra correlação. Slim é dono da maior fabricante de alumínio do México. Fica no ar a sugestão de que a escolha tanto do arquiteto quanto do revestimento tenha sido ditada apenas e tão somente por um rígido controle de custos. O alumínio é só um dos vários tentáculos do império de Slim, que inclui vastas operações no setor imobiliário, além da Telmex, que domina o mercado de telecomunicações no México (e controla as brasileiras Claro e Embratel).

O Museu Soumaya fica na Plaza Carso, no bairro Polanco, uma região deteriorada da Cidade do México. O museu é a estrela de um projeto de revitalização urbanística de US$ 800 milhões. Ele envolve a demolição de dezenas de quarteirões para a construção de luxuosos shopping centers, prédios comerciais inteligentes e conjuntos residenciais de alta classe média. A incorporadora é de – quem poderia ser? – Slim.

A partir da entrada do Museu Soumaya, que é gratuita, o visitante percorre os seis andares galgando uma escada em espiral que lembra a do Museu Guggenheim de Nova York, projetado em 1956 pelo americano Frank Lloyd Wright. Mas, em vez da luz externa que banha todo o interior do “Gugga”, o Soumaya é uma caixa-forte sem janelas. O acervo do museu é eclético e tão esquivo a classificações quanto a construção que o abriga. São 17.000 metros quadrados de área expositiva. O 1o andar é dedicado a uma coleção de moedas preciosas do México colonial. No 2º piso ficam as peças de cerâmica, concha e pedras das culturas pré-colombianas. O 3º andar é dos mestres europeus: Da Vinci, Tiziano, El Greco, Cézanne, Renoir, Rubens, Matisse e Van Gogh. O 4º andar é dedicado às paisagens, ao mobiliário, ao vestuário e aos relicários. O diálogo entre o Velho e o Novo Mundo se dá no 5º piso, onde Picasso, Miró e Dalí confrontam Diego Rivera, Orosco e Siqueiros. Graças a uma clarabóia, a luz solar penetra apenas o 6º andar, o lar das dezenas de estátuas e estatuetas de Rodin, consideradas o ponto alto do acervo.

A despeito dos críticos, o Soumaya é, sob todos os aspectos, um grande museu, um privilégio para os mexicanos. Sob a ótica empresarial, parece ser também um excelente investimento.

Fonte: Revista Época

Novo projeto da google – Google Art – Confiram!

A partir de agora é possível visitar alguns dos mais importantes museus do mundo. Tudo sem sair de casa!

O Google lançou o seu novo projecto intitulado de Google Art Project, no qual, através da sua tecnologia Google street view, permite passear por uma série de Museus e instituições de arte em todo o mundo.

As galerias Tate Britain em Londres, o Palácio de Versailles em Paris ou o Museu de Arte Moderna em Nova Iorque (MoMa ) são alguns dos museus disponíveis. Segundo a google, em breve  haverá a adição de novos museus.

Até agora ao todo são 17 museus disponíveis, num universo de mais de 1000 obras online, com um detalhe de altíssima definição, algo que seria impossível de conseguir ao vivo, no próprio museu olhando a olho nu.

Fica aqui o endereço para a página deste projeto tal como o vídeo promocional, os quais certamente irão fazê-lo perder algumas horas do seu dia.

Cliquem e se maravilhem com grandes obras pelo mundo…Imperdível!

http://www.googleartproject.com/

Fonte: Apetite proibido