Um dia feito de vidro II
02/04/2012 Deixe o seu comentário
Um dia normal em um futuro, espero, não muito distante:
O que vocês acham?
Veja também: Um dia feito de vidro, parte 1
Curiosidades em áreas de interesse de um arquiteto
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Um dia normal em um futuro, espero, não muito distante:
O que vocês acham?
Veja também: Um dia feito de vidro, parte 1
15/08/2011 Deixe o seu comentário
Lutando contra as intempéries e a gravidade, Chicago faz jus ao título de meca norte-americana da arquitetura.

E, se há alguns anos edificar alto era tudo, agora o prefeito democrata Rahm Emanuel beneficia, com US$ 5,7 milhões em isenção de impostos, a construção de prédios sustentáveis.
Em mutação, o parque Millennium recentemente abriu o museu feito por Renzo Piano para ser uma ala contemporânea do Instituto de Arte.
Esse parque já exibia o teatro metálico para concertos Jay Pritzker, de Frank Gehry, mas agora tem duas novas pontes e obras interativas.
Meio esquecidos na velha área central, a escultura “Flamingo” (1974), de Alexander Calder, e o conjunto do Federal Building, de Mies van der Rohe, estão em restauração.
Hoje com 2,7 milhões de habitantes, a cidade que inventou o arranha-céu, no fim do século 19; com a arquitetura moderna, do início do século 20; adentrou o milênio reivindicando ser sede das Olimpíadas de 2016, que perdeu, sem perder o elã, para o Rio de Janeiro.

AGONIA E ÊXTASE
Há 140 anos, em 1871, um incêndio destruiu Chicago, matou 300 pessoas, queimou 18 mil prédios e deixou 90 mil desabrigados (a cidade, então, já tinha 300 mil habitantes). Mas a catástrofe abriu caminho para a moderna arquitetura.
“Não faça planos acanhados”, dizia Daniel Burham, artífice, em 1908, do plano de obras que norteou a reconstrução após a tragédia.
A cidade cresceu e se tornou violenta, notadamente durante a Lei Seca, que, de 1920 a 1933, proibindo o álcool, fez a fama dos gângsteres.

O CÉU COMO LIMITE
Desde logo movida a doações de empresários da indústria e do comércio, a metrópole edificou uma galáxia de instituições culturais no parque Grant: museus, aquário e planetário, entre eles.
Museu a céu aberto, atraiu arquitetos renomados nos último cem anos, numa lista que tem início com Burham, passa por Louis Sullivan, Frank Lloyd Wright e Mies van der Rohe, prossegue com Helmut Jahn e não termina com Frank Gehry.

Nesse momento de êxtase com o novo museu do parque Millennium (www.millenniumpark.org), Renzo Piano é o mais festejado deles.
Mas fique atento: à beira do lago, integrada de norte a sul pela avenida Michigan, “Windy City” é plana, tem quarteirões regulares e seria perfeita para caminhar não fossem as intempéries -e o frio, que derruba os termômetros de setembro a maio.

Fonte: Folha.com
15/07/2011 1 Comentário
O que me atrai na arquitetura japonesa contemporânea, é a criatividade que eles tem. Quando você pensa em uma residência, neste caso, uma residência japonesa, você tende a pensar em uma casa mais tradicional, com um telhado normal, muitas águas e assim vai.
Mas é incrível como os japoneses estão abertos as novas propostas dos arquitetos, e me parece que até gostam de se destacar com projetos “excêntricos” no meio de casinhas normais.

Não digo que no Brasil você não possa ousar, mas é incrível como se pode ver projetos diferentes vindos do outro lado do mundo, principalmente para casas unifamiliares.
Na cidade de Okazaki, no estado de Aichi, o studio velocity fez a “montblanc house”, que é uma casa de três pavimentos com um pequeno salão de beleza no térreo em um calmo bairro residencial. Apesar de ter outras residências ao seu redor, o projeto procura ter pequenos espaços abertos que mantenham a privacidade e ainda forneçam a vista das montanhas da cidade.


A principal característica do projeto é o telhado inclinado. Parece que a casa consegue brincar com os grandes elementos arquitetônicos, onde as grandes janelas manipulam a escala através de toda a extensão externa da casa.
Essas aberturas, cinco no total, estabelecem a conexão com o entorno, providenciando muita luz natural e circulação do ar, assim como belas vistas do bairro. Sem nenhuma vedação com vidro, criam uma sensação ambígua com relação ao interior e exterior, onde o espaço é aberto mais protegido ao mesmo tempo, como no terraço.
Claro que é um belo espaço para dias ensolarados e quentes, mas quando o tempo vira já não saberia dizer como seria utilizar esses espaços. Mas também a cidade de Okazaki fica em uam região mais central do Japão, onde não deve fazer muito frio e muito menos nevar.


Todo volume interior da casa é separado dessa “casca” onde fica o telhado inclinado, para propiciar isolamento das interpéries do tempo. Assim também há espaços para a privacidade dos moradores.

No térreo um pequeno jardim está localizado ao lado sala de jantar e cozinha; dois terraços externos no segundo andar integram o espaço de estar com o exterior.

Térreo:

Primeiro andar:

Terraço:

Nos cortes você pode entender melhor como se dá o uso dos terraços por toda a casa.


Fonte: Desginboom
11/07/2011 2 Comentários
Volumes orgânicos se conectam por pontes em diferentes níveis, mantendo a fluidez dos edifícios em Pequim.
As obras do Galaxy Soho, projetado pela arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, estão em fase inicial na cidade chinesa de Pequim. O complexo de 328 mil m² foi pensado em quatro grandes volumes orgânicos, interligados por pontes em diferentes níveis. No projeto, não existem cantos ou transições bruscas, que quebrariam a fluidez de sua composição formal.

Os edifícios totalizarão 161 mil m² de escritórios e 98 mil m² de lojas. Os grandes espaços interiores refletem a arquitetura chinesa, criando uma área interna contínua com pátios. “Aqui, a arquitetura não é mais composta por blocos rígidos, mas sim por volumes que se aglutinam para criar um mundo de adaptação mútua e contínua e uma movimentação natural entre cada edifício”, descreve a arquiteta.
Os pavimentos têm formas sempre diferentes, que se encontram com pavimentos dos outros volumes, “gerando um sentimento de imersão”, segundo Zaha. “Quando os usuários entram no edifício, eles descobrem espaços íntimos que seguem a mesma lógica utilizada no resto do edifício”, declarou a arquiteta.
Os quatro volumes terão um átrio central, permitindo iluminação natural no local. Todos os edifícios também terão uma cobertura vazada de metal, que segue as linhas de cada edifício. Os três pavimentos inferiores do Galaxy Soho contarão com lojas e espaços para entretenimento. Sobre eles, haverá vários pavimentos dedicados somente a escritórios. Nos últimos andares ficarão bares, restaurantes e cafés.
A altura máxima alcançada pelo edifício é de 60 m. O terreno tem aproximadamente 50 mil m². A estrutura será de concreto, pintado na cor branca, e fechamento em vidro.




Conheça também uma escola que Zaha projetou em Londres.
Fonte: PINI web
29/06/2011 2 Comentários

Esta é a terceira casa do escritório FORM/Kouichi Kimura Architects que eu coloco no site. Fico impressionado com a sutileza e simplicidade que eles conseguem impor em seus projetos. Hoje as fotos são da House of Depth (Casa da Profundidade) em Shiga, no Japão.

Você pode rever as outras casas que já estão no site: Casa da Difusão e a Casa Reticência.

A casa foi construída em um terreno muito comprido, com um espaço aberto na frente reservado das casas vizinhas por um muro de grande altura.

Como vocês podem ver, não é qualquer casa que cabe uma limosine na sua garagem. O terreno tem 10 metros de largura por 23 metros de profundidade.
Engraçado a noção que os japoneses tem de “amplo ou profundo” não é mesmo? O lote padrão no Brasil é de 15×30 metros. Como seria uma casa feita por eles aqui? Se com 23m já é a Casa da profundidade?

Claro que por lá eles dispõem de muito menos terrenos que nós. Mas é incrível como conseguem, ao meu ver, fazer maravilhas arquitetônicas em tão pouco espaço.

Apesar de urbana, com uma aparência fechada, a casa tem uma longa relação entre os espaços exteriores e interiores, que pode ser considerada como uma zona intermediária com o espaço em torno da mesma.

Existem várias áreas internas onde a linha de visão não é interrompida, visando dar maior sensação de profundidade visual. Além de “emoldurar” belíssimas imagens.

Diferente de várias casas minimalistas, nessa há o contraste da cor branca, que amplia os espaços, com a cor preta, que daria uma senção maior de fechamento, mas que ficou tão bem trabalhada que a casa não parece se confinar por causa do uso dessa cor.


Arquitetos: FORM/Kouichi Kimura Architects
Local: Shiga, Japão
Cliente: Casa unifamiliar
Ano de construção: 2007
Área do terreno: 237,28m2
Área construída: 189,82m2
Fotografia: Takumi Ota

Linhas retas esbanjam segurança nessa casa. Simples, forte e conciso.
]
Fonte: Dezeen
29/04/2011 Deixe o seu comentário

Com a intenção de projetar um centro cultural translúcido, usando um sistema único que permitisse total visibilidade e transparência para a comunidade local, a Mediateca de Sendai, no Japão, feita por Toyo Ito é revolucionária na sua engenharia e estética.
Seis lajes de aço nervurado, parecem flutuar a partir da rua, apoiado por apenas treze colunas verticais tramadas em aço que se estendem do chão para o telhado. Esta qualidade visual impressionante que é uma das características mais identificáveis do projeto é comparável a árvores de grande porte em uma floresta, funcionam como shafts de luz e com outros usos como passagens de redes e sistemas.

Cada andar tem planta livre, enquanto que os pilares estruturais reticulados são independentes da fachada e flutuam em diâmetro à medida que vão de piso a piso. As mais simples intenções de se concentrar em planos (pisos), tubos (colunas) e pele (fachada e paredes exteriores) permite uma concepção poética e visualmente intrigante, bem como um sistema complexo de atividades e sistemas informacionais.

Os quatro tubos maiores estão situados nos cantos dos planos, que servem como o principal meio de apoio e sustentação. Cinco dos nove tubos de menor diâmetro são retilíneos e contêm também os elevadores, enquanto os outros quatro são mais tortuosos e carregam os dutos e fios.
Ao se aproximar da Mediateca de Sendai, o público é levado através da entrada princiapl de pé direito duplo, como se a cidade continuasse prédio adentro através de grandes painéis de vidro. Esta praça inclui um café, lojas e um espaço aberto a comunidade capaz de suportar exibições de filmes e outros eventos.

Outro aspecto singular deste edifício é o envolvimento de muitos profissionais no projeto, como se cada nível fosse incorporado por outra pessoa. Kazuyo Sejima projetou o térreo, colocando os escritórios administrativos por trás de uma tela translúcida. A Biblioteca Shimin encontrada no segundo e terceiro níveis, incluem um salão com acesso completo à internet e móveis especialmente concebidos pelo K.T. Arquitetura.

O aspecto natural, como árvores das colunas de metal da Mediateca, mesclam-se com o entorno natural da área, já que o projeto se encontra em uma rua ladeada de árvores. O edifício muda juntamente com as estações do ano, é aberto durante o verão, mas também acolhe as pessoas durante o inverno.

O espaço da galeria no quinto e sexto andar contém flexíveis espaços para exibições, utilizando paredes móveis, espaços mais estáticos, com paredes fixas e também uma área de descanso com bancos projetados por Karim Rashid. No 6º andar Ross Lovegrove ficou no comando, adicionando 180 cadeiras de cinema, junto com móveis verdes e brancos para a a biblioteca audio visual da Mediateca.

Arquiteto: Toyo Ito
Local: Aoba-ku, Sendai, Miyagi, Japão
Ano de projeto: 1995-2001
Área do terreno: 3.948.72m²
Área construída: 2.933.12m²
Área total: 21.682.15m²
Fotografias: RIBA, Archienvironment, Toyo Ito, Flickr- username: Yisris


Fonte: Arch Daily, Toyo Ito